quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Vendem-se Unicórnios de Índigo
Um dos principais motivos que me fizeram optar por ler esse livro, além da recomendação de uma amiga, foi o fato de ser brasileiro, e eu raramente dou oportunidades para livros assim, por que talvez eu tenha um certo preconceito com a literatura brasileira, e motivos eu tenho de sobra, pois já me decepcionei bastante com essa categoria.
Pois bem, resolvi dar uma chance, e não me arrependi, porque além do livro ser curto, é uma leitura flexível, e uma linguagem própria para jovens, o que me ajudou a gostar, pois existem poucos livros que obedecem a esse quesito e além do mais o cenário era São Paulo, tornando as cenas mais fáceis de imaginar do que eu pensei.
Jaqueline, atualmente Jackie se muda da cidadezinha de Holambra, para as ruas movimentadas de São Paulo, o que traz em si uma mudança completa de vida, mas nossa amiga não está satisfeita, ela quer ter estilo próprio, ser conhecida, desejada pelos garotos, como a Priscila França era, e ela quer isso a todo custo, quer virar outra pessoa e esquecer a camponesa de Holambra, mas nunca pensou que essa vida seria mais difícil do que o esperado.
É ai que a nossa protagonista começa a cair no fundo do poço, porque terá que fazer coisas que nunca fez ou pensou em fazer, deixar de ser quem ela era, e assumir outra identidade, que talvez não seja tão boa como ela imaginou.
Mas e o título do livro, onde entra? No começo eu também me perguntei isso, acho que vai mais da questão de interpretação de cada um, e no final do livro eu finalmente desvendei qual era o mistério do título, que na verdade não era tão misterioso assim, pois estava debaixo do meu nariz o tempo todo.
Enfim, me identifiquei em vários pontos com o livro, e posso mesmo dizer que foi uma leitura que mudou de várias formas o meu ponto de vista sobre a adolescência, e quem sabe agora eu comece a dar mais chance aos autores brasileiros.
Editora:Ática
Número de Páginas:127
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