quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Esclarecimento



 Olá, vim apenas esclarecer alguns motivos de ter parado um pouco com as resenhas.
   Motivo Um: Está no final do último bimestre do colégio, e apesar de eu quase nunca ter paciência de estudar para alguma prova, o fato é que estou sobrecarregada, e com a mente cheia de coisas, o que colaborou muito para o fato de minhas leituras estarem super lentas, pra não dizer quase inexistentes.
   E o motivo número dois é a maldita ressaca literária, que provavelmente quem é leitor assíduo, ou tem o hábito de ler faz muito tempo, como é o meu caso, já deve ter tido inúmeras vezes, e sabe tão bem quanto eu, como essa fase é super estressante.
   Não faço a menor ideia do que desencadeou a minha, acho que principalmente o fato de eu ser compulsiva por livros,  porque alguém não pode me oferecer emprestado, que eu já aceito, e quando tenho dinheiro sobrando compro o primeiro que me vem a cabeça, acumulando assim uma grande quantia de livros, deixando a cabeceira da minha cama atolada, e boa parte dos lugares da minha casa, o que vai me angustiando porque agora na reta final não estou com muita cabeça pra ler, e com menos tempo ainda, e fazendo eu não ter a mínima vontade de ler, mesmo quando eu quero.
  Por exemplo, consegui emprestado o Beatiful Creatures "Dezesseis Luas" que já queria ler faz um bom tempo, e jurei que esse livro iria me tirar desse estado deplorável, infelizmente não adiantou muita coisa, não consegui passar do capítulo dois, mesmo estando super empolgada.
   Espero que vocês me desculpem, e dentre algumas semanas, na pior das hipóteses alguns meses, estarei na ativa novamente.
   Um beijão a todos!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vendem-se Unicórnios de Índigo


Um dos principais motivos que me fizeram optar por ler esse livro, além da recomendação de uma amiga, foi o fato de ser brasileiro, e eu raramente dou oportunidades para livros assim, por que talvez eu tenha um certo preconceito com a literatura brasileira, e motivos eu tenho de sobra, pois já me decepcionei bastante com essa categoria.
   Pois bem, resolvi dar uma chance, e não me arrependi, porque além do livro ser curto, é uma leitura flexível, e uma linguagem própria para jovens, o que me ajudou a gostar, pois existem poucos livros que obedecem a esse quesito e além do mais o cenário era São Paulo, tornando as cenas mais fáceis de imaginar do que eu pensei.
   Jaqueline, atualmente Jackie se muda da cidadezinha de Holambra, para as ruas movimentadas de São Paulo, o que traz em si uma mudança completa de vida, mas nossa amiga não está satisfeita, ela quer ter estilo próprio, ser conhecida, desejada pelos garotos, como a Priscila França era, e ela quer isso a todo custo, quer virar outra pessoa e esquecer a camponesa de Holambra, mas nunca pensou que essa vida seria mais difícil do que o esperado.
    É ai que a nossa protagonista começa a cair no fundo do poço, porque terá que fazer coisas que nunca fez ou pensou em fazer, deixar de ser quem ela era, e assumir outra identidade, que talvez não seja tão boa como ela imaginou.
   Mas e o título do livro, onde entra? No começo eu também me perguntei isso, acho que vai mais da questão de interpretação de cada um, e no final do livro eu finalmente desvendei qual era o mistério do título, que na verdade não era tão misterioso assim, pois estava debaixo do meu nariz o tempo todo.
   Enfim, me identifiquei em vários pontos com o livro, e posso mesmo dizer que foi uma leitura que mudou de várias formas o meu ponto de vista sobre a adolescência, e quem sabe agora eu comece a dar mais chance aos autores brasileiros.
  Editora:Ática
  Número de Páginas:127

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

As vantagens de ser invisível de Stephen Chbosky

   




      O livro retrata a história de Charlie, um garoto muito peculiar e emotivo, que tende a ser uma pessoa confusa e isolada, pelo fato de não ter nenhum amigo, e sentir que não tem ninguém por ele.
      Charlie tem uma certa paixão por mixar músicas e gravá-las em fitas, e por ler, que é um hábito super frequente da personagem.
     Confesso a vocês que me apeguei muito a ele, e o fato da narrativa ser descrita por cartas de Charlie ao leitor além de facilitar muito a leitura, te faz se sentir por dentro da história, como se aquilo que tivesse escrito fosse mais real, tivesse mais sentido para você, e sua presença também fosse necessária na história, como um certo "leitor personagem" digamos assim, já que não encontro outra palavra. Voltando ao assunto, realmente tive um certo apego por ele, muito desse apego se atribui em parte por ele ser ingênuo demais e não ter ninguém para explicar as coisas pra ele, o que te faz pensar que você poderia desempenhar muito bem esse papel e também porque me identifiquei muito com sua maneira de pensar, de observar o mundo a sua volta, e o fato de ele ser considerado em sua escola invisível só fazia com que ele compreendesse detalhes, que passam pelas pessoas despercebidos, e que portanto eram difíceis de ser notados.


    "As coisas mudam. E os amigos partem. A vida não para para ninguém."


     Tenho o prazer de disser que gostei do livro desde as primeiras páginas, e eu já conhecia a história, porque tinha visto o filme antes (Sim, eu adquiri o hábito de ver o filme antes do livro, pra ter a chance de gostar de ambos, e não odiar o filme após a leitura do livro por ser uma péssima adaptação cinematográfica), e pensei que já sabia toda a história, e que não poderia me surpreender mais com ela por causa disso. Aí é que estava enganada, pois o livro sempre, em todos os casos, contém detalhes sórdidos que no filme deixam passar, e que são importantes pra fazer a conexão da história, assim, facilitando a compreensão do leitor.
    Após muito tempo isolado, Charlie conhece duas pessoas que vão mudar sua vida pra valer, e quem sabe até sua maneira confusa de pensar.
    "Então, acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas."

Editora:Rocco
Número de Páginas: 223

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A perseguição de Sidney Sheldon



     Masao Matsumoto desfrutava de uma vida normal no Japão com seus pais, até que esses acabam deixando-o mais cedo do que ele próprio esperava, em um acidente aéreo nos Estados Unidos, assim tornando Masao herdeiro do grande império Matsumoto.
Assim, o garoto se vê pela primeira vez nos territórios da América, e mal ele sabia que teria que fazer uma corrida contra o tempo, se não quisesse ser eliminado de vez por alguém que cobiçava a herança que ele herdara.
    “Nada pode impedi-lo quando você estabelece um objetivo. Ninguém pode impedi-lo,  a não ser você mesmo. Eu acredito nisso.”
    Um fato que me incomodou no livro foi ter poucos quotes,  frases e trechos pra mim marcar e poder absorver a leitura mais facilmente, mas apesar disso não atrapalhou ela, pelo contrário, ás vezes nem percebia isso, porque a narrativa de Sidney Sheldon apesar de ter sido o primeiro livro que li dele, me cativou totalmente, com suas frases curtas, grande descrição, sempre direto ao ponto, sem enrolar, que foram em grande parte motivos que tornaram minha leitura mais agradável e também me fizeram se encantar pelo Sheldon, que espero não ser o último livro que leio dele, porque após terminar esse, vou logo procurar por mais.
   Masao se vê em um labirinto, sem saber por onde começar, nem por onde sair dessa cilada que tinha se metido, tendo que usar muita astúcia, inteligência, e coragem, dons que herdara dos pais, e que agora querendo ou não teria que colocá-los a prova, porque o menor deslize poderia ser fatal.

Editora: Record
Número Páginas: 234

sábado, 14 de setembro de 2013

A culpa é das estrelas de John Green


   Hazel, uma jovem de 16 anos, se vê ao fim de sua vida bem antes do que previsto, devido a um câncer raro terminal que a esgota completamente, e a faz pensar fixamente na morte, sem se dar a chance de aproveitar as coisas boas da vida, sendo reclusa em seu quarto onde os únicos momentos de prazer é onde lê diversas vezes o seu livro favorito Uma aflição imperial, e cria uma obsessão quase fanática pelo modo de pensar do autor, mandando diversas cartas para ele, que jamais foram respondidas.
Até que surge em sua vida, uma chama de esperança, Augustus Waters, e mais intimamente Gus, (que na opinião de Hazel é a melhor pessoa do mundo em segurar sensualmente um cigarro com os lábios, e na minha também, mas isso não vem ao caso) um cara esbelto, jovem, que não consegue passar despercebido pelas pessoas, e que também teria um futuro brilhante, se não sofresse do mesmo mal que nossa amiga Hazel.
   Unidos pelo Câncer, aos poucos um vai preenchendo o grande vazio da vida do outro, mas a pergunta é, até quando isso pode e deve durar?

"Enquanto ele lia, me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra."

   A culpa é das estrelas, foi uma leitura rápida, fácil, e ao mesmo tempo marcante, com traços de pensamentos únicos, que me faziam refletir sobre muitos momentos da vida. Confesso que sinceramente não consegui largar o livro até terminar, e apesar de ter lido muitas resenhas negativas antes de começar a lê-lo e também várias criticas positivas de pessoas que leram e gostaram bastante, não me deixei influenciar por nenhum dos lados, constitui minha própria opinião sobre o livro, que mesmo tendo uma vaga noção de como o livro era maravilho pelo que a maioria falava, ele realmente excedeu minhas expectativas, me fazendo perceber que a felicidade ás vezes está presente nas entrelinhas da tristeza e nós nem nos damos ao trabalho de perceber.

"Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo."


   E a cada página eu me apaixonei mais pelo Gus, e quando eu achava que não podia me apaixonar mais ainda por ele, eu achava ele mais perfeito do que antes, porque ele foi diferente do estereótipo normal de "príncipe" a que estamos acostumadas, e mesmo que o livro tivesse sido horrível (o que não foi, de maneira alguma) a leitura teria realmente valido a pena pelo Augustus Waters.

"A tristeza não nos muda, ela nos revela."

Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 283

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Resenha de “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder



   Sofia é uma jovem de quase quinze anos, que vê sua vida mudar por completo quando ao chegar em casa, percebe uma estranha correspondência endereçada a ela, Sofia, que jamais recebera uma carta em toda a sua existência, e se vê frente a frente em um novo mistério que sozinha não conseguirá descobrir nem o detalhe mais trivial, apenas com auxilio de Alberto, seu professor de filosofia, e mais novo amigo.
   O livro é realmente muito estendido, mas isso não quer dizer que torna a leitura chata ou desagradável em algum momento, pelo contrário, eu chegava em casa e percorria o livro com os dedos, querendo chegar logo na última pagina, para descobrir  o mistério do mundo de Sofia, qual seria o final, qual era a razão para todo aquele suspense, que acabou sendo um mistério não apenas para ela, mas para mim mesma, que me peguei diversas vezes tentando me colocar no lugar dela e tentando descobrir a melhor maneira de conseguir desvendar tudo isso.
  O que no começo era meio confuso, foi cativando o meu coração, e me fazendo conhecer  verdades do mundo filósofico que até então eu desconhecia por completo.

“Se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa a saúde. Se nunca tivéssemos fome, não experimentaríamos a agradável sensação de saciá-la depois de uma refeição. Se nunca houvesse guerras, não saberíamos o valor da paz, e se nunca houvesse inverno, não poderíamos assistir a chegada da primavera. Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo.”

   Tanto a leitura, quanto a quantidade de informações inseridas no livro, fizeram O mundo de Sofia, estar entre as melhores leituras que eu já fiz esse ano. Apesar de ter esperado um pouco mais do final do livro, o conteúdo em si foi chocante, e me marcou pra valer.

Editora: Cia das Letras
Número de Páginas: 560